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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Prece Mediúnica em Trovas



Pelo médium Geraldinho Lemos Neto


Vem, Jesus, divino amigo!
Amado Mestre e Senhor,
Vem ser o nosso abrigo
Com a bênção de seu amor.


A lição de hoje é tão certa
Para a nossa reflexão,
Deixando nova porta aberta
À mais funda compreensão.


Cólera é raiva escondida
No pavio da ilusão,
A confusão mais sentida
Em destrambelhada emoção.


Ajuda-nos, mestre Jesus,
A apagar esta chama
Com a paciência da cruz,
Na paz de quem ora e ama.


Afasta-nos deste incêndio
A consumir-nos por dentro.
Tira de nós o vilipêndio
Das labaredas adentro.


Que em todo e qualquer lugar,
Sejamos contigo, sem demora,
Aprendendo a nos amar
Dia a dia, hora por hora,


Fazendo-nos sempre criança,
Abrigando no imo do ser
A mais bela esperança
Em novo amanhecer.


Que neste pouso abençoado,
Nesta casa de oração,
O teu nome seja lembrado
Nas luzes da imensidão!


Assim seja!


Jacks Aboab



Trovas psicografadas por Geraldo Lemos Neto, em reunião pública na noite de 7 de junho de 2008, no Grupo Espírita Esperança, Santa Luzia | MG.

terça-feira, 22 de março de 2011

Recado de Bezerra de Menezes e Ermance Dufaux aos Amigos de Jornada




Eis a nossa grande empreitada nos estágios espirituais em que nos encontramos: alfabetizar o coração nas trilhas do bem definitivo, efetivar a aprendizagem da religião cósmica do Amor, plenificar a existência renovando o modo de sentir.

Indagamos oportunamente o sábio Bezerra de Menezes sobre qual seria o maior drama vivido pelos espíritas ao deixar a vida corporal, e dele recebemos a seguinte gema de sabedoria:

"Filha, os dramas espirituais são resultados da semeadura terrena, obrigando o lavrador da vida a colher os frutos do que plantou, conforme a lei dos méritos.

Assim sendo, o maior drama daqueles que se internam na "Enfermaria do Espiritismo" não será na infeliz colheita de sofrimento aquí na vida estrafísica, mas sim no dia a dia da experiência terrena quando recusam-se, na condição de doentes, a ingerir o remédio da renovação interior.

Conscientes do que existe para além da morte, deveriam submeter-se a urgente metamorfose afetiva, acionando os recursos da educação com vontade firme e muita oração.

O esclarecimento, mesmo constituindo luz e lenitivo, por sí só, não basta ao sublime tentame." "Os dramas do além são consequências. O verdadeiro drama está em conhecer e nada fazer para melhorar-se."

-E arrematou o venerável apóstulo do bem:

"Parece um contra-senso! Enquanto o homem comum colhe amargos frutos na vida espiritual pelos desconhecimentos, os espíritas, quase sem exceções, experimentam sofrida amargura por muito conhecer!..."


Ermance Dufaux, pelo médium Wanderley Soares de Oliveira

Ermance Dufaux e as perdas



“Mas ajuntai tesouros no céu...” - Mateus, 6:20

Mesmo guardando prudência e moderação, serás convocado ao aprendizado do desapego.

Na condição de usufrutuário passageiro das bênçãos que te felicitam, não obterás certidão de posse sobre tais recursos.

Não existem perdas reais no universo, porque nada pertence a ninguém.

Quando a vida te convidar às necessárias renovações, ainda que sofras a dolorosa cirurgia do desprendimento, mantém-te no controle de ti mesmo.

Hoje é o filho que muda, amanhã um vínculo que parte, depois é um bem surrupiado, mais além um emprego que é retirado.

Não são perdas, são mudanças.

Guarda calma e equilíbrio para que entendas o “recado” de Deus a ti endereçado nas alterações que a existência te conclama.

As dores das perdas são preciosos receituários contra as ilusões que carregamos.


Ermance Dufaux
Mensagem psicografada pelo médium Wanderley Soares de Oliveira, em 17 de novembro 2007, na SED – Sociedade Espírita Ermance Dufaux, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

domingo, 6 de março de 2011

A figura de comunicação de Chico Xavier


Arthur da Távola

Independentemente de qualquer posição pessoal, crença ou convicção, a figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier percorre décadas da vida brasileira operando um fenômeno (refiro-me à comunicação terrena mesmo) de validade única, peculiar, originalíssima. Não vou, portanto, por falta de autoridade para tal, analisa-lo do ângulo religioso e, sim, as relações de sua figura de comunicação com o público.
Com todos os significantes necessários a já ter desaparecido ou ter-se isolado como m fenômeno passageiro, a figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier, no entanto, ganha um significado profundo, duradouro, acima e além de paixões religiosas, doutrinas cientificas ou interpretações metafísicas.
A inexistência de um tipo físico favorecedor, funciona como outro curioso paradoxo a emergir da figura de comunicação de Chico Xavier.
Aquele homem de fala mansa, peruca, acentuado estrabismo, pessoa de humildade e tolerância, não configura o tipo físico idealizado do líder religioso, do chefe de seita, do místico impressionante.
A clássica barba dos místicos, ou a cabeleira descuidada, ou o olhar penetrante e agudo dos líderes, inexistem no visual de Chico Xavier.
Acrescente-se a inexistência, em seu modo de vestir, de qualquer originalidade ou definição de estilo próprio, ainda que contestador dos estilos formais e burgueses.
Não tem, portanto, Chico Xavier, nos aspectos externos e formais de sua figura de comunicação, nenhum dos elementos habitualmente consagrados como funcionais, ou impressionantes dos aspectos externos do grande público, elementos de comunicação incorporados consciente ou inconscientemente por figuras importantes nas religiões.
Até a figura do Papa, líder de uma comunidade religiosa, é envolta em pompa e festa, estratégia visual destinada à maior pregnância de sua mensagem e à definição de sua posição como símbolo.
Nem mesmo a mais decidida modéstia e humildade pessoal de vários papas são suficientes para que a figura papal se desvista da pompa e simbologia relativas ao reinado que representa.
Até nas religiões orientais, menos pomposas, as figuras líderes são cercadas da visão carismática do líder.
Francisco Cândido Xavier, porém, representa uma espécie de antítese vitoriosa da figura carismática.
Não tem, do ponto de vista externo ou visual, nenhum elemento característico.
Até ao contrário.
Pessoalmente, é anticarisma.
Funciona como símbolo de negação de qualquer pompa ou formalidade, um retorno talvez à pureza primitiva dos movimentos religiosos.
E, no entanto, emerge da figura dele uma das mais poderosas forças de identificação da vida brasileira.
Ele é uma espécie de líder desvalido dos desvalidos, dos carentes, dos sofredores, dos não onipotentes, dos despretensiosos, dos modestos, dos dispostos a perder para ganhar.
Curiosamente, tal posição é conquistada naturalmente e sem qualquer traço político direto de tomada de posição ao lado dos fracos, num século em que a revolução social aparece como a tônica e como a grande aglutinadora dos movimentos humanos, inclusive os religiosos.
Sem qualquer formulação política, sem qualquer mensagem diretamente relacionada com a exploração do homem, sem qualquer revolta direta e institucionalizada contra a miséria ou a injustiça, Francisco Cândido Xavier emerge com a força do perdão, da tolerância, da fraternidade real, da fraqueza forte da fé, da humildade e do despojamento erigidos como regra de vida, como trabalho efetivo da caridade; da não violência em qualquer de suas manifestações, mesmo as disfarçadas em poder, glória, sincretismo, hermetismo, iniciação, poder temporal ou promessa de Vida Eterna.
A figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier emerge, portanto, de uma relação profunda e misteriosa com um certo modo de sentir do homem brasileiro, relação esta ainda insuficientemente estudada ou conhecida até mesmo pelos que a vivem, comandam ou exercem.
Até mesmo para ele, Francisco, deve haver muita coisa envolta em mistério, um mistério que os seguidores dele tenta definir e enche-se de explicações científicas, religiosas, ou religiosizantes, psicólogas, parapsicológicas ou parapsicologizantes.
Para tal contribui, além do aspecto misterioso da psicografia e da relação com os que morreram, a igualmente misteriosa aura de paz e pacificação que domina os que com ele se relacionam pessoalmente ou via meios de comunicação, na relação cuidada e cautelosa, equilibrada e pouco freqüente por ele mantida com a Televisão, na qual aparece muito pouco, uma vez por ano no máximo e sempre para grandes públicos.
Além da aura de paz e pacificação que parte dele, há outro elemento poderoso a explicar o fascínio e a durabilidade da impressionante figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier: a grande seriedade pessoal do médium, a dedicação integral de sua vida aos que sofrem e o desinteresse material absoluto.
A canalização de todo o dinheiro levantado em direitos autorais para as variadíssimas atividades assistenciais espíritas dá ao Chico Xavier uma autoridade moral – tanto maior porque não reivindicada por ele – que o coloca entre os grandes líderes religiosos do nosso tempo.
Quem se aproximar da atividade real de assistência material e espiritual da comunidade espiritualista brasileira, verificará que ela é íntegra e heróica, tal e qual o que há e sempre houve de melhor em assistência de religiões como a Católica e Protestante (entre nós), prodígios de dedicação, silêncio e humildade que justificam as vidas dos que dela participam.

SÍNTESE FINAL:

A integridade pessoal;
A íntima relação de seus seguidores;
A ausência completa de significantes externos;
O contato com o mistério;
A ausência de qualquer forma de violência em sua figura e pregação;
A nenhuma subordinação a hierarquias aprisionantes;
A discrição pessoal;
A nenhuma procura de poder político, temporal ou econômico para o desempenho da própria missão;

As forças originais da organização interna do seu movimento, sem personalismos ou autoritarismos – tudo isso geral uma figura de comunicação de alta força, mistério, empatia e grandeza moral, principalmente se considerarmos que enfrentou e ultrapassou tempos diferentes do atual (no qual o ecumenismo felizmente impôs-se).

Antes, manifestações como as dele eram removidas como bruxaria ou perigosas, ou bárbaras ou alucinantes quaisquer manifestações místico-religiosas diferentes ou discrepantes da religião da classe dominante.


(O Globo, 26.05.1980 – Transcrito do Jornal “Lavoura e Comércio” de Uberaba, Minas, do dia 04 de junho de 1980).

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Uma Oração da Presença

Wagner Borges


Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalente o ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sois olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa e celebre o encanto da amizade profunda que liga as almas boas.
Que em teus momentos de solidão e cansaço esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que você perceba a ternura invisí¬vel tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na Terra ou no Espaço e por onde quer que o seu espírito lindo leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta de tudo aquilo que é impossí¬vel exprimir por palavras.
Que os teus pensamentos, os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome, aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que esse amor transforme os teus dramas em luz, as tuas tristezas em celebração e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, você esqueça da presença que está em você e em todos os Seres.

domingo, 8 de agosto de 2010


Pergunta nº 966. Por que das penas e gozos da vida futura faz o homem, às vezes, tão grosseira e absurda idéia?

Resposta dos Espíritos Superiores: “Inteligência que ainda se não desenvolveu bastante. Compreende a criança as coisas como o adulto? Isso, ao demais, depende também do que se lhe ensinou: aí é que há necessidade de uma reforma.
“Muitíssimo incompleta é a vossa linguagem, para exprimir o que está fora de vós. Teve-se então que recorrer a comparações e tomaste como realidade as imagens e figuras que serviram para essas comparações. À medida, porém, que o homem se instrui, melhor vai compreendendo o que a sua linguagem não pode exprimir.”

•••

Assim como é vasto o número de crenças religiosas ou filosóficas sobre o orbe terrestre, é igualmente vasto o campo de concepções que estas crenças trazem sobre a ideia inicial de “céu e inferno”, ou das penas e recompensas que aguardam o homem após a chamada “morte”, que no conceito da Doutrina Espírita, é tão somente a passagem para o mundo espírita ou espiritual.

Por isso, enquanto nos postulados espíritas, há toda uma conceituação acerca do que nos espera “do outro lado”, mostrado através da concordância universal do ensino dos espíritos, trazida por Kardec, e também pela série André Luiz, psicografada por Chico Xavier, há ainda conceitos simplórios ou até infantis. Para quem estuda o Espiritismo, não cabe mais a ideia de “céu e inferno”, de “penas eternas”, de “juízo final”, para outros irmãos nossos, de crenças apegadas ainda à letra bíblica, estes conceitos ainda soam muito naturais.

Aliados a eles, ainda há o conceito muito forte de um “Deus” com ares de vingador, que pune, que castiga, que tem preferências por este ou por aquele, ou que se mostra falho ao “perder a guerra” contra um suposto diabo, que leva as almas para o inferno, de onde nunca mais, para a teologia convencional vigente, Deus poderia subtraí-la. Acreditar nestas “grosseiras e absurdas ideias”, com diz Kardec na pergunta acima, seria acreditar num Deus falho, não compatível com Sua Onipotência, Onisciência e Onipresença.

E não só a crença nas regiões de punição eternas ou purgatoriais se apresenta de forma incompleta para muitas crenças. O conceito de “céu” é ainda primário para muitas filosofias religiosas. Aliás, como nós, “cegos espirituais” acostumados com a penumbra ou mesmo com a escuridão completa, poderíamos qualificar e conceituar esferas de luz de mundos superiores, aos quais ainda não nos é possível acessar, devido nossa inferioridade? Mas uma certeza podemos ter: a instrução, o estudo correto da Doutrina, nos favorece nessa busca por concepções mais amplas de Deus e de suas leis imutáveis. (por Juvan de Souza Neto)

A Consciência - muito além da superfície do Eu


Os espíritas devemos nos atentar mais aos atributos da Consciência. Partícula mais íntima de nossa realidade integral, a Consciência é nosso verdadeiro eu - o ‘self’ da Psicologia Transpessoal, nossa verdadeira identidade como espíritos eternos criados por Deus.

A Consciência é, ao mesmo tempo, o início e o fim da nossa identidade espiritual. É nela que estão escritas, de forma indelével, as Leis de Deus, eternas, imutáveis, inexauríveis, como está sentenciado pelos Luminares da Codificação, na resposta número 621 de O Livro dos Espíritos, resposta essa dada ao professor Allan Kardec.

Nós que estamos na casa espírita diariamente, nos esforçando para superar um passado de débitos e construir um futuro de reequilíbrio, colaborando com os propósitos de Jesus, precisamos parar para analisar o que somos de fato. Tentar entender onde está a “pedrinha do nosso sapato”, identificar vícios e virtudes, buscando a superação do primeiro e a dilatação do segundo.

Léon Denis, na magistral obra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, livro que em 2009 completa exatos 90 anos de publicação, descortina, em nosso benefício, mais informações sobre a questão da consciência. “A alma é uma emanação, uma partícula do Absoluto”, leciona o filósofo. “Suas vidas têm por objetivo a manifestação cada vez mais grandiosa do que nela há de divino, o aumento do domínio de seus sentidos e energias latentes”.

Para Denis, a ampliação da Consciência pode ser alcançada por processos como a meditação, o conhecimento da Ciência, o trabalho e o exercício da moral. Mas a melhor forma de expansão consciencial é mesmo utilizar todos esses modos de aplicação, juntamente do que Denis considera o mais eficaz: o exame íntimo, a firme vontade de melhorar nossa união com Deus e o desapego das coisas materiais.

Esse processo de auto-análise, tão necessário aos espíritas nos dias contemporâneos, é o que Victor Hugo chava de “olhar o exterior dentro de nós”, ou ainda, inclinarmo-nos sobre “este poço, o nosso espírito”.

Temos que entender, novamente corroborando com Léon Denis, que nossa origem e participação na Natureza Divina, já que somos filhos de Deus, espíritos eternos, explica necessidades que temos na condição de espíritos em evolução - necessidade de infinito, de justiça, de luz, de sondar todos os mistérios, de estancar nossa sede espiritual.

Quantas vezes nos flagramos cabisbaixos ou mesmo às raias de uma depressão, ou de um processo íntimo de desvalorização - por vezes motivados por atuação de obsessores - simplesmente pelo fato de nos depararmos com crises de culpa, sentimentos conflituosos, ansiedade ou autopunição. O fato é que queremos realmente “nos santificar” do dia para a noite. E isso não deixa de ser um atavismo oriundo de nossas concepções religiosas anteriores, que de fato prometiam esta “santificação”, ao externar a premissa “pare de sofrer”, como se o processo do sofrimento pudesse ser extinto por uma “borracha mágica” da divindade, que nos aliviaria de nossos fardos simplesmente por aceitarmos a mensagem cristã. Mas sabemos que não é assim.

Não há “santificação” no processo da maturidade espírita. Deve haver esforço individual, gradual e por certo lento (devido ao nosso livre-arbítrio), para melhorarmos a pouco e pouco. Mas devemos ter a certeza irrefreável que a Consciência, nosso ‘self’, eu mais profundo, está intrinsecamente em nós, e nela, as Leis de Deus. “Sob a superfície do ‘eu’, superfície agitada pelos desejos, esperanças e temores, está o santuário que encerra a Consciência integral, calma, pacífica, serena, princípio da Sabedoria e da Razão, de que a maior parte dos homens só tem conhecimento por surdas impulsões ou vagos reflexos entrevistos”, diz Léon Denis. E se temos um santuário interior, que aloja nossa Consciência, isso é tão somente o cumprimento da assertiva de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando ele afirmou que “o Reino de Deus está dentro de nós”.

Por Juvan de Souza Neto - Editorial do Jornal Espaço Espírita, edição 26.