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domingo, 29 de setembro de 2013

Simplicidade e luz no movimento espírita cubano

Cenas da incrível “Jornada Global Espírita” de 2009 mostra o clima de fraternidade e simplicidade do movimento espírita em Cuba, mas também dão uma ideia da razão pela qual o País já é a segunda maior nação espírita do mundo 


Há tempos pensei em sugerir o link do presente vídeo aos espíritas da nossa listagem, e ao vê-lo reiteradas vezes, sempre pensei se essa “Caravana Global”   mostrada nas imagens em Cuba não teve muito da própria “Caravana da Fraternidade”, marco da Unificação do Espiritismo no Brasil em 1950. Hoje achei um espacinho na agenda para, em texto, convidar os confrades a “viajar” com a gente junto do movimento espírita cubano.


Está aí, o vídeo de 2009, gravado em Cuba, que mostra a caravana organizada por dirigentes e confrades espíritas da Ilha, juntamente com integrantes da Aliança Espírita Evangélica (entidade espírita brasileira). Foram 14 dias de viagens dentro da ilha, com 1.000 espíritas participantes e 2.200 km percorridos!

O objetivo foi estreitar laços e integrar (ou será unificar?) o movimento espírita cubano, isso quatro anos antes do Congresso Espírita Mundial, que neste ano, o Conselho Espírita Internacional promoveu na mesma ilha, de 22 a 25 de março. Parece até mesmo que os auspícios da Espiritualidade surgiram na ocasião visando mesmo o estreitamento de laços!

A cada cena não há como não associar certa similaridade à nossa “Caravana da Fraternidade”: notamos a grande fraternidade dos cubanos, mas também a simplicidade de nossos irmãos espíritas. Casas espíritas ainda muito acanhadas – algumas até verdadeiras choupanas, com tijolos sem reboco e cobertura de palha – servindo para espargir a Luz Espírita em Cuba. Bibliotecas muito simples, livros antigos. Raros materiais pedagógicos de estudos...

Veem-se ainda quadros de Kardec e de Amália Domingo Soler (nobre dama do Espiritismo na Espanha), figurando nas paredes – e há até alguns centros ainda com crucifixos na parede ou no piso, um pequeno atavismo que por certo, não inviabiliza o bem que deve ali acontecer e a difusão dos ensinos espíritas-cristãos. Ao assisti estas cenas, fiquei imaginando o exato conceito de “Cristianismo Redivivo”, diante dessas reuniões. O esforço da Espiritualidade... e quão belas devem ser estas reuniões.

Até mesmo casas com práticas ritualísticas e um velho senhor benzedor foram visitados, além de conhecidos núcleos familiares, que ainda não se formaram em centros espíritas. Em muitos lugares, mesas de frutas eram oferecidas aos visitantes!

A caravana iniciada na Sociedad Espírita Sendero de Amor y Luz, em Havana, avança, em grupos de 10 até 200 confrades, por províncias e cidades como Camaguey, Bayamo, Las Tunas, Puerto Padre, Holguim, San Pablo de Yao (província de Granma)... e a cada “centrinho espírita”, muita simplicidade, mas os sorrisos de alegria estampados... os grupos passam pelo Consejo Espiritista de Cuba, Iglesia Episcopal Cuba (que cede espaço, de forma fraterna, para as reuniões espíritas!) e até mesmo são recebidos no Comitê Central do Partido Comunista Cubano.

Diante do vídeo, entendi porque Cuba é o maior país espírita depois do Brasil, conforme dados do próprio CEI. Como bem publicou a Revista Internacional de Espiritismo (RIE) de maio de 2013, o país é considerado a segunda nação em número de centros espíritas, superando países como Colômbia e Portugal, onde são grandes os números de instituições espíritas. Até então, pensávamos ser Portugal o detentor da segunda colocação.

A RIE aponta que até 1963 houve total liberdade religiosa na ilha, tanto que, entre 1935 e 1963, realizaram-se 26 grandes encontros espíritas nacionais, mas, depois, os trabalhos públicos espíritas foram proibidos. Em 2.000 voltaram a acontecer os encontros espíritas públicos, que culminaram com a primeira visita de Divaldo Franco à ilha em 2008.

O congresso do último mês de maio contou com 24 delegações do exterior e com a maciça participação dos espíritas cubanos. Foram 1.200 congressistas do país anfitrião, 569 brasileiros e 243 de outros países. Aliás, desde o ano 2.000 os líderes espíritas de Cuba vêm trabalhando em conjunto com o Ministério das Religiões para a ampla liberdade religiosa, e o crescimento da Doutrina se dá mesmo porque o panorama é outro: o governo cubano apoia a difusão espírita na ilha.

FEB envia contêiner de livros

Em 2008, o então secretário geral do Conselho Espírita Internacional, Nestor Masotti, obteve o compromisso da Ministra das Religiões de Cuba, Caridad Diego Bello, de que haveria uma maior abertura para a importação de livros pelos espíritas, o que foi conseguido. A Federação Espírita Brasileira, em seguida, enviou um contêiner ao país com livros espíritas que foram distribuídos entre as instituições cubanas, para suprir a falta de material para as reuniões. Um grande avanço, que fará a Doutrina avançar ainda mais, pois sabe-se o grande nível de leitura do povo cubano.

Segundo a médica Marlene Nobre, em entrevista a Claudia Santos, a mudança em relação ao Espiritismo tem se acentuado com o tempo. Na verdade, o ressurgimento do Espiritismo em Cuba é algo extraordinário. Há 400 centros espíritas em Cuba, já legalizados, e 200 em vias de legalização. A abertura religiosa é agora tutelada pelo governo. E ela tem sido efetiva e irreversível.

Entretanto, há divisões doutrinárias, como o “Espiritismo de Cordão”, onde todos rezam de mãos dadas, o “Espiritismo Trincadista”, que não considera a Doutrina como Religião e o “Espiritismo de José de La Luz”, nobre entidade que orienta o movimento cubano sob as diretrizes de Kardec. Cremos que o tempo fará uma maior unificação doutrinária, pois temos de entender que a rigor, nem mesmo no Brasil há uma unificação total.

Confiram o vídeo! Que Jesus abençoe nossos irmãos tarefeiros espíritas cubanos, hoje e sempre!

 

Juvan Neto        
C. E. Jesus de Nazaré
Barra Velha – SC
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sábado, 21 de setembro de 2013

Presença de Carlos Baccelli


Uma defesa para quem não precisa de defesa, já que sua postura e seu exemplo são seus maiores currículos 

Mais uma vez, acompanhei o médium uberabense em um ciclo de palestras em nossa região, passando pelas cidades de Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Sete Lagoas, Santa Luzia e Belo Horizonte. Momentos de muita reflexão e bastante aprendizado. Em todas as palestras, destaque em relação à leitura e ao estudo do Pentateuco Kardequiano e das obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier. Segundo Baccelli, as obras através de Chico Xavier representam o desdobramento natural das Obras Básicas de Allan Kardec. Por isso mesmo, alertou que não podemos permitir que elas sejam esquecidas.     
Conheço o médium uberabense Carlos Antônio Baccelli desde a década de 80, quando freqüentávamos a Casa da Prece, onde o nosso amigo e benfeitor Francisco Cãndido Xavier nos acolhia a todos com amor e generosidade. Boas lembranças e muitas recordações. Na verdade, Baccelli acompanhava as tarefas com Chico Xavier, desde o início da década de 70, ainda na Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba.
Nestes anos de estreita convivência, em parceria mediúnica com Chico Xavier, produziram 10 belíssimas obras. Atualmente Baccelli já produziu 108 obras, psicografadas ou não, de grande conteúdo e valor doutrinário. Dentre estas, 15 são obras biográficas sobre Chico Xavier, algumas delas em parceria com Márcia Baccelli, sua esposa. O que nos leva a considerar o Baccelli como sendo o maior biógrafo de Chico Xavier.
Nos anos 80 quando se falava que, no futuro, as nossas instituições espíritas deveriam funcionar 24 horas, na minha ingenuidade, ficava me perguntando como seria possível organizar tantas reuniões neste período. Entretanto, ao visitar pela primeira vez o Lar Espírita Pedro e Paulo em Uberaba, instituição fundada pelo Baccelli, pude perceber o que significava funcionar integralmente, pois as reuniões aconteciam e ainda acontecem em uma instituição de atendimento aos idosos, seguindo a recomendação de Jesus: “Os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem” e a orientação da Doutrina Espírita: “Fora da Caridade não há salvação”.
Além desta instituição, Baccelli foi o fundador da Casa do Caminho, instituição de auxílio aos portadores do HIV, colaborador no Centro Espírita Bittencourt Sampaio, além de idealizador e fundador de outras casas espíritas na cidade de Uberaba. 
Desde 1999, quando Baccelli esteve pela primeira vez no Grupo Espírita Scheilla, na cidade de Pedro Leopoldo, acompanho suas atividades em nossa região e posso dizer de algumas de suas qualidades como, por exemplo, sua autenticidade e dedicação sem limites. Além do mais, não faz pose de guru ou médium popstar (muito comum em nosso movimento) e todas as vezes que vem a nossa região, não faz nenhum tipo de exigência.
Quanto àqueles que não gostam do seu estilo, aproveito para dizer que um dos grandes problemas na atualidade é a intransigência, o desrespeito pelas diferenças. O mundo seria muito chato se todos nós fôssemos iguais. Portanto, em um movimento de liberdade de expressão é muito natural que as pessoas expressem as suas opiniões, defendam teses fruto de pesquisas e investigações. Neste mundo das diferenças todos nós podemos crescer sem desqualificar o outro. E, muitas vezes, somente o tempo irá nos dizer sobre os nossos erros e acertos.   
Portanto, seguindo a recomendação evangélica “Conhece-se a árvore pelos frutos”, posso afirmar que desde a década de 80 e nos 21 anos de convivência que tive com Chico Xavier, o uberabense Carlos Antônio Baccelli expressa, no discurso e na prática, a grande influência que Chico teve em sua vida.
Baccelli é um dos trabalhadores espíritas que merece o nosso respeito e o nosso reconhecimento, pois vem procurando dar a sua parcela de colaboração e testemunho na perspectiva de um movimento espírita voltado para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e feliz. 

 

Jhon Harley Madureira Marques. 
Presidente do Conselho Curador da Fundação Cultural Chico Xavier e Colaborador no Grupo Espírita Scheilla e na Casa de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo. Autor da mais completa biografia de Chico Xavier em Pedro Leopoldo - "O Voo da Garça", da Vinha de Luz Editora.        

terça-feira, 16 de julho de 2013

A profética mensagem de Neio Lucio em 1945


O Brasil parou no mês de junho para assistir a um novo fenômeno social – a “Revolta dos 20 centavos”, ou “Revolução do Vinagre”, mostrou a disposição da sociedade brasileira em exigir um País melhor. Mostrou nossa intolerância com a corrupção e a falta de valores que comprometem todas as instâncias de poder.

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 Diferentemente do “Fora Collor” ou das “Diretas Já”, o povo foi às ruas sem bandeiras partidárias ou sem lideranças personificadas. É um novo momento na História do Brasil, que está fazendo a comprometida classe política sentir que o povo não suporta mais esse estado de coisas – bem próprio de um planeta em transição.

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 Popularmente, o povo brasileiro destacou frases como “Vem pra rua!” e “O gigante acordou!”, lutando para ser ouvido. Como toda a luz se faz rodeada pela sombra, houve também a atuação de grupos radicais e inaceitáveis atos de vandalismo – sem falar na truculenta reação policial dos primeiros dias, mostrando governos totalmente despreparados para entender a soberania popular e o que de fato, estava se desenhando nas ruas.

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Para colaborar com a reflexão, Chico Xavier parece ter sido profético. Ou melhor, o Espírito Néio Lucio, que numa mensagem do livro “Sementeira de Luz” (Editora Vinha de Luz) parece antecipar o que estaria (ou está) por vir na Pátria Brasileira. Na mensagem, de 5 de dezembro de 1945, o autor espiritual fala em “onda de renovação”, ao tratar a conjuntura brasileira, e revela que desde 1939, o Brasil esteve como um “grande lar”, sagrado e acolhedor, porém “fechado por defesas magnéticas do Plano Espiritual” que somente "se abriram em 1945”. “Sofreremos muito ainda para consolidar os alicerces da verdadeira democracia. Aliás, isso é natural. Os países mais idosos na experiência do “governo do povo, pelo povo e para o povo” foram compelidos a pesados esforços coletivos para ambientá-lo”, assevera o mentor, destacando ainda que, naquela altura da situação espiritual do País, já era “hora de modificações supremas, de renovação dos caminhos, de revisão dos roteiros”.

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 Na ocasião, Neio Lucio sentenciou que, a partir da posição do Brasil no plano dos desencarnados, os poucos anos que correram de 1889 a 1945 são “frações mínimas de tempo” – e o mesmo poder-se-ia dizer de 1945 até 2013, já que para a Espiritualidade Superior, séculos são simples lampejos na fração do tempo, que pertence a Deus. “Adicione-se a isso”, segue o mentor, “o impulso inato de liberdade dos brasileiros, de liberdade de direitos com limitação de deveres e reconheceremos que nos resta fazer muito na ossificação do ‘gigante’ nacional”. Nesse trecho, de forma impactante, Neio Lucio já faz sua citação ao “gigante”, em analogia ao Brasil e aos dias atuais, quando a frase de ordem é mesmo “o gigante acordou”.

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Também na intrigante mensagem, Neio Lucio deixa a todos duas outras frases que merecem maior reflexão de parte do movimento espírita: “o país sofrerá todas as modificações em curso nas outras nações do globo”, e, por fim, “é lastimável a perturbação geral oriunda do nosso excesso de bem-estar”. Estejamos, portanto, atentos a essa visão profética de Chico Xavier e seus mentores. Oremos, vigiemos e vibremos pelo Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho.

Confira a mensagem completa 

“Meus caros filhos, Deus abençoe a vocês, como sempre, são os nossos votos, desejando-lhes muita saúde e paz, extensivas ao nosso caro Chico Guimarães. Seguimos, com interesse, o comentário de vocês relativamente à situação política do nosso país, situação repleta de problemas intricados e complexos em face da onda de renovação. 

Desde 1939, o Brasil esteve como um “grande lar”, sagrado e acolhedor, porém fechado por defesas magnéticas do Plano espiritual que somente se abriram agora, em 1945, em se modificando a posição europeia. Fez-se o possível por defender o santuário doméstico da pátria e preservá-lo, contudo, agora, requisita-se dos companheiros encarnados o preciso coeficiente de cooperação. 

O país permanece, frente à frente, com as mil e uma novidades que a última grande guerra trouxe em seu bojo monstruoso. Hora de modificações supremas, de renovação dos caminhos, de revisão dos roteiros. E podem crer que o serviço ainda é de análise, sem ser o trabalho das aplicações práticas que apenas poderá sobrevir, encerrada a fase experimentalista. 

É lastimável a perturbação geral oriunda do nosso excesso de bem-estar. As exigências atuais não nos colhem na situação de esgotamento ou de pauperismo. Não vimos o infortúnio de perto. A necessidade não nos humilhou a economia física. E na zona espiritual do conhecimento, estivemos a distância, como enorme núcleo infantil bem protegido, mercê da Providência Divina. É por isso que não estamos sabendo estabelecer o equilíbrio necessário. Agraciados pela Sublime Misericórdia, ignoramos como aplicar os dons e dádivas recebidos. 

Daí os primórdios da luta política que se esboça em paisagem aparentemente calma. Continuará nossa esfera de ação, cooperando pela tranquilidade brasileira, através de todos os recursos ao nosso alcance. Entretanto, cessada a organização defensiva em outubro último, por força das circunstâncias inelutáveis, a maior quota de serviço e concurso estará afeta aos homens responsáveis. O descontentamento, contudo, é grande. Pelo fato de não possuirmos “infelicidades mesológicas” ou “sociais”, importamos as que flagelam outros países. 

Adquirimos as questões proletárias da Rússia, compramos desvarios políticos da França, buscamos influências dogmáticas de Portugal e da Espanha e, agora, para extirpar enfermidades coletivas que procuramos, com as próprias mãos, pelo gosto da moda, a Nação experimentará talvez dificuldades de vulto. Por nossa vez, avisamos a todos vocês, nossos amigos mais íntimos, para que estejam a postos, a fim de que a segurança espiritual lhes constitua porto legítimo de vida pacífica e construtiva.

Há tantas feras observando as portas que outra atitude não nos deve preocupar acima da noção de vigilância de nossa própria paz. É bem amargo comentar a paisagem atual do Brasil com semelhante aspereza de conceituação, todavia, a sinceridade deve imperar entre aqueles que podem senti-la e aproveitá-la. Sofreremos muito ainda para consolidar os alicerces da verdadeira democracia. Aliás, isso é natural. 

Os países mais idosos na experiência do “governo do povo, pelo povo e para o povo” foram compelidos a pesados esforços coletivos para ambientá-lo. Creiam que, considerados de nossa posição no plano dos desencarnados, os poucos anos que correram de 1889 a esta parte são frações mínimas de tempo. 

Adicione-se a isso o impulso inato de liberdade dos brasileiros, de liberdade de direitos com limitação de deveres e reconheceremos que nos resta fazer muito na ossificação do “gigante” nacional. Em razão disso, encaremos as questões com a preocupação justa, mas sem trair a serenidade que nos deve orientar. Em tais sucessos, é indispensável cultivar o desapego com noção de responsabilidade individual como planta predileta do espírito. 

De outro modo, seria afrontar a ventania arrasadora, entregue à intempérie, sem abrigo de qualquer espécie nos círculos de atividade espontânea da natureza. Foi possível reduzir ao mínimo a quota de sangue do Brasil no grande conflito internacional, mas o país sofrerá todas as modificações em curso nas outras nações do globo. 

Ondas destruidoras e reedificadoras entrecruzam-se, desde o Atlântico ao Pacífico, desde o Brasil ao Japão. É a enorme luta evolutiva! Chegam devagarinho, insensivelmente, como todas as ordens de Deus. Ao fim de certo tempo, contudo, agigantam-se para ser utilizadas com êxito em nosso campo individual. Prossigamos lutando, dividindo o tempo entre a construção das mãos e do coração. Corpo e espírito, materialidade e espiritualidade, hoje e amanhã. 

Felicitamos o Chico Guimarães pelo seu início nos estudos aplicados de magnetismo curador. Acredite, meu amigo, no bem que pode fazer. Lembre-se de que Jesus não o aposentou e que os seus esforços podem beneficiar a muitos. Estimamos a sua cooperação na obra do Abrigo Jesus e admitimos que o seu quadro de possibilidades é extenso e valioso. 

Que Deus o fortifique e o conduza. Agora, despeço-me. Consola-me a certeza de que, em se tratando de política, não o fiz senão com o objetivo de alertá-los. Nosso candidato ainda e sempre é o Cristo, o supremo governador, isso, naturalmente, com o devido respeito ao nome do homem digno, em que vocês e nós acreditamos encontrar as melhores qualidades para dirigir o País. 

É preciso não esquecer que vocês ainda se encontram na Terra e necessitam encontrar a sintonia com aqueles Espíritos mais elevados, a quem o Senhor conferiu o mandato da administração em Seu nome. 

Que Ele nos ajude e inspire sempre. Recebam o carinhoso abraço do papai muito amigo que não os esquece, 

Arthur Joviano (Neio Lúcio) - psicografia de Chico Xavier no livro SEMENTEIRA DE LUZ - www.vinhadeluz.com.br

segunda-feira, 5 de março de 2012


Os 10 anos de circulação do Jornal Espaço Espírita em Santa Catarina serão marcados no próximo mês de abril pela presença em nosso Estado do conferencista, pesquisador, editor e médium Geraldinho Lemos Neto, de Belo Horizonte - MG, pela primeira vez em jornada doutrinária pelo Estado.

Geraldinho fará roteiros em três cidades catarinenses, de 12 a 16 de abril, com conferências espíritas alusivas ...aos 10 Anos do Desencarne do Querido Médium Chico Xavier. Mais informações sobre esta programação com os confrades Luiz Mello (luizpsicologo@yahoo.com.br) e Juvan de Souza Neto (jesusespirita@feal.com.br).

Nos próximos dias, será divulgada a programação oficial do roteiro, que no norte do Estado tem apoio da 6ª União Regional Espírita (6ª URE), da Federação Espírita Catarinense (FEC).


Quem é Geraldinho?

Em anexo, segue uma rápida biografia de Geraldo Lemos Neto, idealizador e fundador da Casa de Chico Xavier de Pedro Leopoldo - MG, na residência do médium em sua cidade natal, transformada em um centro de referência à sua vida e obra e que pode ser acessada virtualmente no endereço www.casadechicoxavier.com.br.

Em 1981, ele conheceu pessoalmente Chico Xavier, com quem desenvolveu grande amizade.
Atuou na União Espirita Mineira então dirigida por Dona Neném Aluotto e Martins Peralva, seguindo recomendação do próprio Chico. Fundou o Departamento Editorial da União Espírita Mineira em 1984 onde coordenou a publicação de 12 livros, 10 deles da lavra de Chico Xavier. Foi diretor secretário da União Espírita Mineira de 1983 até 1995.

Lemos Neto é ainda o autor da biografia "Chico Xavier, Mandato de Amor" (tema que desenvolverá na cidade de Joinville). Em 2004 fundou a Editora Vinha de Luz que, desde então, especializou-se na publicação de livros póstumos da lavra mediúnica inédita de Chico, como Sementeira de Luz; Deus Conosco; e o riquíssimo "Chico Xavier: O Primeiro Livro".

Há ainda as biografias de Chico Xavier publicadas pela Vinha de Luz, cujos títulos são: Chiquito, obra infantil de Julieta Marques; O Voo da Garça, de Jhon Harley (obra elogiada pelo médium Divaldo Franco); Chico Xavier, o Médium dos Pés Descalços, de Carlos Baccelli, e Célia Lucius - Santa Marina, de Flávio Mussa Tavares.

Mais informações sobre a Vinha de Luz Editora poderão ser acessadas no www.vinhadeluz.com.br .Ver mais

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Suicídio - A ponta de um iceberg



Jornalista Luiz Garcia

No mundo, quase um milhão de pessoas cometem suicídio anualmente. Mentes de jovens e adultos engolidas por um turbilhão de sentimentos que as levam à idéia infeliz de matarem suas agonias aniquilando o próprio corpo. Enganam-se profundamente ao julgarem o cérebro a sede dos pensamentos que os atormentam, ou então a menos pior das alternativas de uma situação desesperadora. Tomam uma opção que não lhes cabia e dão início a um martírio maior, de conseqüências muito mais dramáticas.

A Doutrina Espírita conhece muito especialmente os efeitos de um desencarne em tais circunstâncias, cujos relatos são abundantes e estarrecedores. Memórias de um Suicida, de Yvone Pereira, é leitura obrigatória para quem deseja prevenir-se contra tais idéias. Em todos os casos, os depoimentos nos conduzem a uma conclusão invariável: cometer suicídio só agrava as dores e aprofunda as perdas.

Naturalmente, o Mundo Espiritual tem buscado sensibilizar o homem sobre o desatino de optar pela anulação da vida. O Movimento Espírita, em especial, tem percebido o esforço da Espiritualidade nesse sentido e enfatizado o assunto nas palestras públicas nos centros espíritas. O esforço centra-se no combate aos quadros depressivos, cujo agravamento conduz, em sua situação mais extrema, ao suicídio.

Seja por medo da morte, do desconhecido, por instinto de conservação, ou ainda porque pressentem uma vida pós-morte, a maioria dos depressivos prefere uma modalidade especial de suicídio: o inconsciente. A palavra é ainda imprecisa, uma vez que o suicida inconsciente tem noção do que faz, mas não faz questão de atinar-se para as implicações morais de suas ações. Drogam-se, excedem-se nos venenos lícitos, corroem-se em idéias rancorosas, abusam dos prazeres materiais; fazem isso e se espantam quando, mais tarde desencarnados, são acusados de suicidas. A história do Espírito André Luiz exemplifica essa triste trajetória.

No centro de toda a tragédia depressiva, uma insatisfação tão profunda quanto a distância entre o homem e sua natureza primordial. Envolvido pelas ilusões do mundo, tão absorvido pelas preocupações e dificuldades materiais, o homem se perde de si mesmo. Não se satisfaz com o essencial para sua vida física, porque o espírito está hipnotizado por idéias de ter e poder. No cerne desta busca infantil, a necessidade de o homem ser amado. Nada de errado com tal desejo; equivocada é a estratégia.

Jovens, em especial, tragados pela histeria do ter, pelo vazio que uma vida de facilidades proporciona, entregam-se a uma rotina de sucessivas frustrações, porque ora não conseguem ter o que querem, ora não extraem do que têm a satisfação que só uma existência fundamentada em valores eternos pode oferecer.


Saídas

Sendo a depressão o mal do século e o suicídio o desfecho trágico de muitos casos, a humanidade precisa urgentemente difundir terapias preventivas. O Espiritismo, que se dissemina mundo afora por caminhos outros que o do próprio Movimento Espírita, tem se convertido numa poderosa força de valorização da vida. Primeiro, porque exibe o percurso doloroso da alma que opta pela morte voluntária. Segundo, porque enfatiza o aspecto imortal do ser humano, a multiplicidade de suas existências e do propósito de toda dor e ranger de dentes. E, por fim, assinala o destino inevitável de todo espírito: a felicidade.

O Espiritismo vacina a alma contra tendências suicidas, mas a verdade é que, como sempre lembra Olenyr Teixeira, nem todos que chegam até o Espiritismo permitem que o Espiritismo chegue até eles. A Doutrina Espírita “salvará” a humanidade quando a humanidade desejá-lo. As mortes antecipadas de milhões de pessoas mundo afora são sintoma claro de que o mundo material não encerra em si a razão da existência humana. São, na verdade, a ponta de um iceberg, um número que exterioriza a angústia que adoece muitos outros milhões de almas, ainda presas à sua visão limitada da vida.



Dez conselhos para evitar a depressão:
1. Não reclame demais: a reclamação só serve para tranqüilizar o derrotado, o infeliz e o acomodado, transferindo responsabilidades. É um vício que acinzenta os dias.

2. Não espere muito dos outros: não tenha a expectativa de que alguém nasceu nesta vida para fazê-lo feliz. É uma tarefa pessoal e intransferível.

3. Evite decisões nos primeiros 30 segundos depois de uma situação tensa: são nesses momentos que cometemos os piores erros da vida.

4. Encontre grandeza na sua pequenez: você também tem talentos e virtudes. Ver apenas defeitos é sintoma de miopia espiritual.

5. Tome as decisões que julgue necessárias: sem disciplina, perdemos as rédeas da vida. Não seja escravo da preguiça e da irresponsabilidade.

6. Alimente a esperança: a vida que temos é uma resposta ao que somos. Irradiar pensamentos otimistas altera a qualidade dos dias.

7. Não seja controlado pelo fracasso: trabalhe. Para um espírito perdulário numa existência passada, resignar-se com uma vida de privações é o que pode fazê-lo um vitorioso na encarnação atual.

8. Olhe-se com os próprios olhos: quem não se conhece, fica entregue ao julgamento alheio e, portanto, sua auto-estima irá sofrer a cada olhar censurador e depreciativo.

9. Lembre-se da força da oração: Deus concentra toda a razão de nossa existência e estar em unidade com ele resgata o sentido de nossa vida.

10. Pergunte-se diariamente sobre o que é a felicidade: lembre que a única forma de ser feliz é garantir permanente paz de espírito.



Publicado originalmente no jornal Espaço Espírita, de Barra Velha, Santa Catarina
Site www.cejn.org.br
Twitter: @juvanneto

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Prece Mediúnica em Trovas



Pelo médium Geraldinho Lemos Neto


Vem, Jesus, divino amigo!
Amado Mestre e Senhor,
Vem ser o nosso abrigo
Com a bênção de seu amor.


A lição de hoje é tão certa
Para a nossa reflexão,
Deixando nova porta aberta
À mais funda compreensão.


Cólera é raiva escondida
No pavio da ilusão,
A confusão mais sentida
Em destrambelhada emoção.


Ajuda-nos, mestre Jesus,
A apagar esta chama
Com a paciência da cruz,
Na paz de quem ora e ama.


Afasta-nos deste incêndio
A consumir-nos por dentro.
Tira de nós o vilipêndio
Das labaredas adentro.


Que em todo e qualquer lugar,
Sejamos contigo, sem demora,
Aprendendo a nos amar
Dia a dia, hora por hora,


Fazendo-nos sempre criança,
Abrigando no imo do ser
A mais bela esperança
Em novo amanhecer.


Que neste pouso abençoado,
Nesta casa de oração,
O teu nome seja lembrado
Nas luzes da imensidão!


Assim seja!


Jacks Aboab



Trovas psicografadas por Geraldo Lemos Neto, em reunião pública na noite de 7 de junho de 2008, no Grupo Espírita Esperança, Santa Luzia | MG.